top of page

MEU ACERVO - Minha Irmã & Eu

Atualizado: 13 de mar.

Christine Abdalla

Gestora de ILPI; membro voluntário da Frente Nacional para o Fortalecimento das ILPI; membro fundador da Associação Cuidadosa


Renata Seabra

Terapeuta ocupacional e membro da Associação Cuidadosa


Era uma saída despretensiosa. Pelo menos era o que eu, pensava quando fui assistir a Minha irmã & Eu. Trabalhando com envelhecimento, não achei que o filme acrescentaria muita coisa em minha vida pessoal, que dirá profissional. Estava enganada: me diverti horrores e saí do cinema leve e com boas reflexões. O filme abordou com sutileza questões sobre o envelhecer.


O envelhecimento exige cuidado tanto para a pessoa idosa quanto para o cuidador. Ninguém precisa estar sozinho nesta caminhada. Procure, informe-se e aumente sua rede de apoio sempre que possível. Na relação que envolve o cuidado, é importante conhecer a história de vida da pessoa cuidada. Não infantilize a pessoa idosa e jamais subestime sua capacidade: ela tem necessidades e desejos que precisam ser ouvidos.


Em uma das cenas, as duas irmãs discutem com quem ficará a mãe, já que ela tem 75 anos! Uma das filhas é muito dedicada, enquanto a outra é ausente. A mãe, que não foi consultada, escuta a discussão entre as duas e foge. Foi viver a sua vida. Deixa uma carta: “Não preciso que ninguém cuide de mim”, demonstrando sua total independência e autonomia. 


Durante a busca pela mãe perdida, as irmãs se aproximam pela história e memória comuns. Juntas, têm oportunidade de escutar histórias da mãe que desconheciam, e que trazem fatos importantes que dão sentido às suas próprias vidas. O trio – a mãe, protagonizada por Arlete Salles, e as irmãs, vividas pelas atrizes Ingrid Guimarães e Tatá Werneck – estão incríveis.


Fica o convite à reflexão: ao longo da vida, mantenha e cuide das suas relações afetivas, busque o autoconhecimento e avalie o que realmente vale a pena viver. 





コメント


bottom of page